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Transformar ouro de família numa joia nova: opções, cuidados e expectativas

Anéis que já não servem, cordões partidos, brincos sem par: as formas de dar nova vida às joias de família e o que convém saber antes de fundir.

Ignis Jewellery, , 3 min de leitura
Transformar ouro de família numa joia nova: opções, cuidados e expectativas

Muitas famílias guardam ouro que ninguém usa: o anel da avó que não serve a ninguém, um cordão partido, brincos sem par, uma medalha de batizado. Têm valor, sobretudo sentimental, mas ficam numa caixa. Transformá-las numa joia nova é uma forma bonita de as trazer de volta ao dia a dia.

Três caminhos possíveis

1. Redesenhar sem fundir

A peça original mantém-se, mas ganha uma nova forma de uso. Um anel pode tornar-se pendente, um brinco sem par pode ser montado num colar, uma medalha pode ganhar uma moldura nova. É a opção que mais preserva a história da peça.

2. Reaproveitar elementos

Mantém-se uma parte — uma pedra, um motivo, um pedaço de filigrana — e integra-se numa peça nova. O elemento antigo fica visível e a peça nova é construída à volta dele.

3. Refundir o metal

O ouro é fundido e usado como matéria-prima para uma peça completamente nova. É a opção mais livre em termos de desenho, mas a peça original deixa de existir.

O que convém saber antes de fundir

  • As ligas misturam-se. Peças de toques diferentes — 19,2 quilates, 18, 14 — têm ligas diferentes. Fundidas juntas, o resultado tem um toque intermédio e uma cor que pode mudar. Leia prata 925, ouro e banho de ouro.
  • As soldas antigas e pequenas reparações ficam na mistura e podem afetar a qualidade do metal fundido.
  • Nem tudo é ouro. Fechos, molas e partes internas podem ser de outros metais. São separados antes.
  • Há sempre perdas. Fundir, laminar e acabar consome uma pequena parte do metal.
  • Afinar o metal (separar o ouro puro e voltar a fazer a liga) é possível através de uma afinadora, para resultados mais controlados.

Por isso, refundir é ótimo para peças em que a cor e o toque não são críticos, e menos indicado quando se quer um resultado com toque e cor exatos.

E as pedras?

As pedras são retiradas com cuidado antes de qualquer trabalho com calor. Podem ser reaproveitadas na peça nova, desde que estejam em bom estado. Pedras com riscos ou lascas podem ser repolidas por um lapidário.

A questão sentimental

Uma peça de família carrega memórias. Antes de fundir, vale a pena perguntar: há alguma parte que quero manter visível? Uma gravação, um motivo, uma pedra? Muitas vezes, a melhor peça nova é a que mostra, de forma discreta, de onde veio.

Também é bom falar com a família. O anel da avó pode ter um significado diferente para cada pessoa.

Como é o processo no atelier

  • Avaliação: vemos as peças, identificamos o metal (as marcas de contrastaria ajudam) e o estado.
  • Conversa: o que imagina, como quer usar, o que quer manter.
  • Desenho e orçamento: a Lea propõe a peça e explica o que acontece ao metal. Se faltar metal, completamos; se sobrar, devolvemos.
  • Execução: só depois da sua aprovação. Veja do desenho à joia.

Comece pela conversa

Traga as peças ao atelier, com marcação, ou envie-nos fotografias. Saiba mais sobre o serviço de joias por medida e transformação.

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